Ouvidoria do hospital da Rede Ebserh em Lagarto (SE) utiliza literatura de cordel na comunicação com os usuários

Iniciativa favorece comunicação lúdica e criativa em favor dos usuários que chegam à unidade hospitalar

Lagarto (SE) – Informar de maneira lúdica e criativa sobre características e importância da ouvidoria da unidade hospitalar. Esse o objetivo do Cantinho do Cordel do Hospital Universitário de Lagarto, vinculado à Rede Ebserh (HUL-UFS/Ebserh). O espaço é voltado para pacientes e acompanhantes do hospital.  

Disponível desde o último mês de outubro, o Cantinho do Cordel recebeu, de forma inaugural, o folheto “Ouvidoria em Cordel”, publicação institucional da Ouvidoria do HUL, de autoria da cordelista Ana Reis. Em 12 páginas, a cordelista fala em versos rimados e em linguagem acessível sobre o que é ouvidoria, como surgiu nas instituições públicas e formas de atendimento e acesso que o usuário pode se valer para manifestar a sua opinião e necessidades de comunicação.  

Os usuários podem folhear a obra, conhecer e saber melhor como acessar a ouvidoria da instituição. O evento inaugural contou também com a participação do músico Augusto Mendes, sanfoneiro e colaborador do HUL.

Confira trechos do poema “Ouvidoria em Cordel” ao lado.

Conscientização e informação 

Para a ouvidora do HUL-UFS/Ebserh, Maria Edjane dos Santos, a utilização da literatura de cordel oportuniza falar da ouvidoria de forma acessível e lúdica, conscientizando e informando ao público usuário sobre a importância e formas de acesso. “Além de enaltecer esse aspecto importante da nossa cultura”, ressaltou.  

Trazida do continente europeu, a literatura de cordel ingressou no Brasil durante a colonização portuguesa, sendo na época apresentada na forma oral. A denominação “cordel” deriva do modo como os livretos podem ser expostos e comercializados pendurados em cordões. Ao utilizarem linguagem acessível, podem transmitir informações relevantes e necessárias ao conhecimento da população.  

Comunicação lúdica e criativa 

“Apesar de ser considerado patrimônio material e imaterial do Brasil pelo Iphan, ainda existem barreiras e dificuldades para que o poeta popular tenha mais espaço e visibilidade em suas manifestações”, observou a poetiza Ana Reis.  

“Daí a importância dessa iniciativa do HUL e da Ebserh em abraçar essa causa, visando esclarecer os usuários sobre o que significa e a importância da ouvidoria, mas de maneira lúdica, criativa e com uma linguagem mais próxima da realidade dos pacientes e acompanhantes que chegam ao hospital”, reforçou a cordelista.       

Natural de Boquim (SE), a cordelista Ana Reis, 51, foi introduzida no universo do cordel pelo avô, que lhe apresentou ainda na infância obras de Patativa do Assaré, poeta e repentista cearense, considerado um dos principais representantes da arte popular nordestina do Século XX. 

Com informações do HUL-UFS/Ebserh

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