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Ação integrada de combate ao furto de energia é realizada na Zona Norte

Pena para o crime de furto de energia aumentou para até seis anos de reclusão
  • Categoria: Sergipe
  • Publicação: 09/09/2026 16:59
  • Autor: Adriana Freitas

Nesta quarta-feira (9), uma ação integrada de combate ao furto de energia está sendo realizada pela Energisa, em conjunto com a Polícia Civil e a Polícia Científica, nos bairros Santos Dumont, Lamarão, Cidade Nova, Dom Luciano, Bugio e 18 do Forte. O furto de energia é crime e impacta diretamente a qualidade do fornecimento de energia elétrica.


Cerca de 30 equipes estão realizando inspeções em residências e estabelecimentos comerciais durante a ação. Entre 2025 e 2026, aproximadamente 7 mil irregularidades foram identificadas pela Energisa.

As ligações clandestinas e fraudes podem provocar sobrecarga na rede elétrica, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e acidentes graves, incluindo choques elétricos e incêndios. Essa prática afeta diretamente os clientes que utilizam a energia de forma regular e compromete a qualidade do serviço prestado à população.

"Quem furta energia não apenas prejudica toda a sociedade, mas também coloca pessoas em risco e compromete a qualidade do fornecimento para os clientes que pagam suas contas regularmente. Por isso, investimos continuamente em inteligência, tecnologia e fiscalização para identificar e combater essas práticas", afirma o coordenador de Planejamento Comercial da Energisa Sergipe, João Victor de Sá.

Além da recuperação dos prejuízos causados ao sistema elétrico, as operações buscam responsabilizar criminalmente os envolvidos e conscientizar a população sobre os impactos dessa prática. Segundo a Polícia Civil, o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal. A legislação equipara a energia elétrica a bem móvel para fins penais. Com as alterações realizadas em 2026, a pena para o crime de furto passou a ser de um a seis anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravada conforme as circunstâncias do caso. A mudança também ampliou o aumento de pena para crimes praticados durante o repouso noturno.

"É importante que a população compreenda que o chamado 'gato de energia' não é apenas uma irregularidade administrativa. Trata-se de um crime. Os responsáveis podem ser conduzidos à delegacia durante as operações, responder a procedimento policial, processo criminal e às penalidades previstas na legislação", destaca o delegado da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes contra Concessionárias de Serviço Público, Cledson Ferreira.

Além das consequências criminais, os clientes identificados com irregularidades também ficam sujeitos à cobrança da energia consumida e não faturada, conforme os procedimentos previstos para a recuperação dos prejuízos causados pela fraude.

Como denunciar

A Energisa reforça que a população também pode contribuir no combate a esse crime. As denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo WhatsApp da Gisa (www.gisa.energisa.com.br), pelo aplicativo Energisa On ou pelo telefone 0800 079 0196.